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Atualizado em: 08/01/07

Mitos & Fatos

[MITO] O SBTVD-T irá começar com codificação de vídeo MPEG-2 e depois evoluirá para MPEG-4. O ministro Hélio Costa disse que o MPEG-4 será adotado posteriormente e que não haverá problema de compatibilidade. (Ministro Hélio Costa, em entrevista, 26/11/06.)
[FATO] O MPEG-2 e o MPEG-4, embora empreguem um conjunto de algoritmos em comum, não são diretamente compatíveis entre si. É sempre possível construir um CODEC MPEG-4 que seja capaz de interpretar um fluxo MPEG-2; mas o inverso não é verdadeiro. Ou seja, se no futuro as emissoras resolverem introduzir o MPEG-4, os receptores MPEG-2 vendidos no início deixarão de funcionar.

[MITO] O SBTVD-T irá começar com receptores mais simples, conhecidos como "zappers", sem a capacidade de interatividade. O middleware será introduzido depois.
O SBTVD-T não terá problema de legado.

[FATO] As duas frases são contraditórias. Ao se introduzir no mercado receptores sem funcionalidades de interatividade, quando as emissoras começarem a transmitir programas interativos, esses receptores mostrar-se-ão capengas, sem a capacidade de reproduzir adequadamente os programas. Será um conjunto de receptores "legados" que terão que ser descartados por não funcionarem direito.

[MITO] Não tem problema vender receptores "zappers" sem interatividade no início, porque eles serão adquiridos pela classe alta que terá condições de trocá-los e comprar receptores mais caros e modernos.
[FATO] O fato dos primeiros consumidores (de classe A) descartarem seus receptores não significa que eles deixarão de existir. A experiência da Inglaterra mostra que esses receptores passam para as mãos de pessoas de classes menos abastadas, seja por presente, seja por meio de revendas. Assim, os receptores continuam sendo usados por essas pessoas, e tecnicamente o problema de compatibilidade persiste.
Além disso, se é para atender as classes mais abastadas, não há necessidade de se restringir o custo dos aparelhos, em detrimento de suas funcionalidades.

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